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sábado, 27 de junho de 2026

Geppy-X: Uma carta de amor aos animes mecha

Um game clássico lançado em 1999 para homenagear os grandes clássicos dos animes de mechas dos anos 1970, Geppy-X cumpre esse papel com maestria. Esse clássico obscuro é um shoot 'em up (shooter) de rolagem lateral (horizontal) que vai além da jogabilidade tradicional.

Desenvolvido pela Aroma e lançado originalmente em 27 de maio de 1999 para o PlayStation (PS1), exclusivamente no Japão, o jogo se destaca como um épico de mechas da era dos CD-ROMs. Sua grande ambição foi replicar a estrutura completa de uma série de anime clássica dos anos 1970, incluindo aberturas, episódios, comerciais fictícios e prévias do próximo capítulo.

Distribuído em quatro discos, o título impressionou na época por utilizar mais de 8.000 quadros de animação desenhados à mão, consolidando-se como uma verdadeira carta de amor aos super-robôs daquela década, como Mazinger Z e Getter Robo.

Grandes nomes da dublagem da época participam do projeto, como Akira Kamiya, Shō Hayami, Shūichi Ikeda, Ichirō Nagai e Gorō Naya. Além disso, as músicas-tema contam com intérpretes consagrados, como Akira Kushida, Hironobu Kageyama e Isao Sasaki.

No que diz respeito à jogabilidade, o título evoca a nostálgica e desafiadora experiência dos consagrados arcades de rolagem lateral. O nível de exigência é fiel ao passado, oferecendo uma quantidade limitada de créditos para o jogador administrar. 

Essa nova versão para computadores mantém intacta a verdadeira identidade da obra, brilhando especialmente ao encerrar os confrontos contra os chefes, quando somos agraciados com uma transição fluida para uma autêntica cena cinematográfica em anime.

Vale a pena?

Se você é um saudosista dos games retrô, vale a pena adicionar Geppy-X à sua lista de desejos e conferir esse belíssimo relançamento para a Steam aqui.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

[Review] Ex-Zodiac

Ex-Zodiac é um jogo de tiro em trilhos que presta uma homenagem direta ao clássico Star Fox do Super Nintendo, oferecendo uma experiência nostálgica com toques modernos. Desenvolvido por Ben Hickling, o jogo está disponível em acesso antecipado no Steam e promete satisfazer tanto os fãs antigos quanto os novos jogadores.


Jogabilidade: Um Retorno às Raízes

A jogabilidade de Ex-Zodiac remete diretamente aos clássicos dos anos 90, com controles precisos e ação frenética. O jogador assume o papel de Kyuu, enfrentando a organização intergaláctica Zodiac em diversos planetas. Cada fase apresenta desafios únicos, desde florestas densas até metrópoles futuristas, exigindo reflexos rápidos e estratégias eficazes. A ausência de caminhos ramificados, característica presente em Star Fox, é notável, mas a variedade de ambientes e inimigos compensa essa limitação.

Estética: Um Visual Retro Modernizado

Visualmente, Ex-Zodiac adota uma estética low-poly que remete aos gráficos do Super FX do SNES, mas com uma fluidez e clareza que só o hardware moderno pode proporcionar. As cores vibrantes e os efeitos visuais criam uma atmosfera que é ao mesmo tempo nostálgica e refrescante. A trilha sonora, composta por batidas eletrônicas aceleradas, complementa perfeitamente a ação intensa do jogo.

Desenvolvimento e Perspectivas Futuras

Como um projeto em acesso antecipado, Ex-Zodiac ainda está em desenvolvimento ativo. O desenvolvedor planeja adicionar mais fases, aprimorar a narrativa e implementar recursos adicionais, como tabelas de classificação online. A comunidade tem respondido positivamente, destacando o potencial do jogo em preencher o vazio deixado pela ausência de novos títulos da franquia Star Fox.

Considerações Finais

Ex-Zodiac é uma carta de amor aos jogos de tiro em trilhos dos anos 90, oferecendo uma experiência que é ao mesmo tempo familiar e inovadora. Embora ainda em desenvolvimento, o jogo já demonstra um alto nível de polimento e atenção aos detalhes, tornando-se uma recomendação fácil para fãs do gênero e para aqueles que desejam reviver a magia dos clássicos.

Nota: 8.5/10

terça-feira, 20 de maio de 2025

[Review] Tsetseg's Adventure

 Tsetseg's Adventure é um jogo de plataforma 2D com estética retrô, desenvolvido por Fuzhou Chen e publicado pela Nejcraft. Lançado originalmente para PC em outubro de 2023, o título chegou ao Nintendo Switch em 5 de setembro de 2024.


Enredo e Ambientação

A história acompanha Tsetseg, uma jovem bruxinha cuja vida tranquila é interrompida quando o Mad Wizard transforma seus amigos em inimigos e rouba seus poderes mágicos. Determinada a resgatá-los e recuperar suas habilidades, Tsetseg embarca em uma jornada pelo castelo do vilão, enfrentando desafios e chefes ao longo do caminho.

Jogabilidade

Inspirado em clássicos de 16 bits, o jogo apresenta mecânicas simples de "pular e esmagar", com a adição de habilidades especiais que permitem resolver quebra-cabeças e explorar áreas secretas. A coleta de moedas de ouro possibilita a compra de itens que aprimoram as habilidades de Tsetseg, facilitando o progresso na aventura.

Estilo Visual e Trilha Sonora

Com gráficos pixelados e coloridos, Tsetseg's Adventure evoca a nostalgia dos jogos de plataforma dos anos 90. A trilha sonora complementa a atmosfera mágica e encantadora do jogo, embora alguns jogadores possam considerar a repetição dos temas musicais um ponto negativo.

Recepção da Crítica

As avaliações do jogo são mistas. Enquanto alguns elogiam o charme e a simplicidade da proposta, outros apontam problemas como a falta de checkpoints, controles pouco responsivos e uma jogabilidade que pode se tornar repetitiva.

Plataformas e Acessibilidade

Disponível para PC, macOS, Linux e Nintendo Switch, o jogo possui um tamanho de download de aproximadamente 72 MB no console da Nintendo, tornando-o acessível para a maioria dos dispositivos.

Conclusão

Tsetseg's Adventure oferece uma experiência de plataforma simples e nostálgica, ideal para jogadores que apreciam títulos retrô com uma pitada de magia. Apesar de suas limitações, o jogo pode proporcionar momentos divertidos para aqueles que buscam uma aventura leve e descomplicada.

Nota 8/10

terça-feira, 18 de junho de 2024

[Evento] Retrocon 2024

 Retrocon 2024: Onde a Nostalgia e a Inovação se Encontram


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 Retrocon 2024 está chegando para agitar São Paulo! Nos dias 3 e 4 de agosto, o Pro Magno Centro de Eventos será transformado em um portal para o passado, onde os aficionados por cultura pop poderão celebrar as décadas que definiram gerações.

Este ano, o evento promete ser ainda mais grandioso, ocupando o dobro do espaço em comparação ao ano anterior. A parceria com Flow Games está confirmada novamente, trazendo uma série de convidados renomados e transmissões ao vivo que prometem entreter e engajar o público de casa.



Os visitantes terão a chance de participar de competições acirradas de jogos clássicos que marcaram época, além de terem a oportunidade única de adquirir itens colecionáveis que são verdadeiros tesouros da cultura retrô. De action figures a videogames vintage, há algo para todos os gostos e paixões.

Além disso, o evento contará com painéis interativos e workshops onde os participantes poderão aprender mais sobre a história dos jogos e brinquedos que amam, bem como discutir as últimas tendências do universo geek com especialistas e outros fãs.

Não perca esta oportunidade única de reviver os melhores momentos da sua juventude e compartilhar essa paixão com novas gerações no Retrocon 2024. Prepare-se para dois dias inesquecíveis de pura nostalgia e diversão!

quinta-feira, 14 de abril de 2022

[Review] Big Bang Pro Wrestling (Nintendo Switch)

 Luta livre de Neo Geo Pocket chegando no Nintendo Switch com força!


Diretamente dos anos 90, temos um clássico dos portáteis com port pro Nintendo Switch, que é o Big Bang Pro Wrestling. Com mecânicas de luta luta simples da época, mantém a jogabilidade como no próprio Neo Geo Pocket, e traza opção de jogar no controle, ou na tela touch (apertando nos botões da tela, como se fosse no aparelho da época).

Temos um menu simples e direto, e uma boa dificuldade, pra quem curte os estilos em 8 bits. O jogo continua nostálgico, por não haver mudanças em sua forma de jogar, e foi feito principalmente pra quem teve um Neo Geo Pocket, ou sempre quis ter e curtia o estilo do portátil.

Como não haviam muitos golpes, um botão serve para correr e agarrar,e  o outro para socos e salto durante uma corrida pra cima do oponente. Os direcionais respondem bem, e o jogo acaba sendo bem fluído.


O jogo não ficou muito conhecido no Brasil em sua época, já que aqui o portátil não obteve muito sucesso em vendas (Gameboy e Game Gear lideravam em marketing e em vendas no Brasil), mas, vale ressaltar que colecionadores de portáteis traziam de vez em quando alguns modelos com estes jogos divertidos e diferentes.


Big Bang Pro Wrestling é recomendado apra fãs de Luta Livre (Wrestling) de várias idades, e para entusiastas de retro gaming que possuem um Nintendo Switch em mãos!

Nota: 7,5

sexta-feira, 18 de junho de 2021

[Retro Review] Coca Cola Kid (Game Gear)

Imagine um garoto se tornando mascote da Coca Cola e lutando pra salvar sua professora. Essa é a história deste jogo obscuro, lançado exclusivamente no Japão, para Game Gear: Coca-Cola Kid!

Os anos 90 tiveram suas pérolas escondidas, e uma delas lançada exclusivamente no Japão, era o jogo Sassou Shounen Eiyuuden Coca-Cola Kid (颯爽少年英雄伝コカ・コーラキッド) ou apenas Coca-Cola Kid, para Game Gear. O garoto da Coca Cola foi um mascote temporário para a marca apenas no Japão, e este jogo acabou sendo apenas algo regional, mas, bem divertido.

O jogo foi feito pela empresa Aspect, e publicada pela SEGA em 1994, apenas no Japão, pelo  (até então) mascote da franquia, o "Coca-Cola Kid". Em seu lançamento, haviam duas versões: o cartucho comum, de carcaça cinza escuro (cor comum para cartuchos de Game Gear), e a variante que vinha em um pacote especial, aonde o cartucho era vermelho, e vinha junto o próprio console Game Gear vermelho, em edição especial, com o logo da Coca cola.

Em março de 2021, foi lançado um RomHack GG2SMS (adaptação/port do jogo de Game Gear para Master System), feito por fãs, totalmente funcional em consoles físicos (caso use um Everdrive). Há versões tanto no idioma original (japonês), quanto uma versão traduzida para o inglês.

Este é um jogo de plataforma sidescrolling 2D (jogo lateral), com mecânicas simples (mas bem programadas). Você controla apenas o personagem "Coca-Cola Kid", e a jogabilidade é bem similar ao seu antecessor da Aspect, o jogo "Sonic Chaos", inclusive tendo um movimento ao estilo "Spin Dash", no qual você agaixa para energizar e correr com poder pra cima do oponente, além de tela título e logo da SEGA similares.Há um certo foco em velocidade, assim como em chutes nos inimigos e/ou objetos, possibilidade de andar de skate em certos momentos das fases, além de pulos acima de muros e poder deslizar (assim como Megaman). Dentre os Power Ups, há bebidas (Coca-Colas) que restauram vida, e Moedas, que podem ser usadas para comprar itens na passagem de uma fase para outra.

Cada estágio tem limite de tempo de 9:59, ao chegar neste tempo, o personagem perde a vida. Muitos obstáculos (como caixas de madeira, e cabines telefônicas) podem ser destruídos pelo caminho.


Produzido em cartuchos de 512kb de ROM, com Build Date oficial em 13-05-1994, é um belíssimo jogo de ação, com poucos ou quase nenhum bug, comparado à maioria dos jogos da época.

Cokey (como é chamado o garoto protagonista pela sua professora) é uma criança que adora beber Coca-Cola, serviu como mascote da bebida na época, e aparentemente não tem nenhum dente (é só prestar atenção, tanto em todas as ilustrações, sejam promocionais em revistas, sejam dentro do jogo). Mas tudo bem, afinal, quem precisa de dentes, quando se tem muita atitude do meio dos anos 90, e shorts confortáveis?

O título pode ser traduzido, ao pé da letra como algo do tipo "Garoto Herói Violento - Menino da Coca-Cola" ou "Saga do Garoto Precipitado - Menino Coca-Cola".


A história começa com a Senhorita Sakurako (uma professora estilo Barbie dos anos 80/90, mas de cabelos castanhos), professora de Cokey, conversando com alguém que ela chama de "Senhor Iwayma", que é um cara bem esquisito. De uma aparência estilo "Mestre Kame com cabelo", ele tira os óculos, chacoalha o cabelo, e se mostra com uma aparência que lembra sub-chefes de jogos do estilo Beat Em Up (moicano, cavanhaque, e musculoso sem camisa). Ele a sequestra, enquanto Cokey ouve o barulho e persebe o sequestro. Ao invés de chamar ajuda, ele resolve salvar a professora sozinho.

A partir do momento que começa o jogo, se você já está acostumado à jogos de plataforma, vai se sentir bem confortável com a movimentação. Você pode correr, chutar coisas, pular, pular e chutar ao mesmo tempo, e até mesmo consegue subir paredes na base dos chutes, como feito nos jogos da saga Megaman/Rockman X. Ao se agaixar e pressionar o botão de chute, você energiza para dar um "dash", no qual você usa velocidade e bate em inimigos pelo caminho. Basicamente, os controles acabam sendo bem intuitivos, o que é um ponto muito positivo.


Você pode explorar bem os cenários, e encontrar passagens, locais diferentes, power ups (incluso freesbies para jogar de longe nos inimigos), te dando liberdade de conhecer melhor por onde está pisando. É bom tomar cuidado durante a exploração, afinal, há apenas 3 vidas, e caso perca as 3, você volta pra tela de início, tendo que recomeçar tudo do zero.

Dentre os inimigos, você encontra pássaros-robô, lutadores de artes marciais, carecas cospidores de fogo e até gordinhos que rolam pra cima de você como o Sonic. Cada estágio tem 3 fases, sendo duas com vários personagens, e a terceira, o "chefe", que você precissa derrotar para que ele te dê informações sobre aonde encontrar para salvar a professora.

Na imagem acima, fica a comparação de Sonic Chaos (jogo anterior da Aspect), e Coca-Cola Kid. Um bom comparativo, para ver que jogos de plataforma tinham muitas similaridades.

Basicamente, você tem a cidade principal, um Central Park, as ruínas de alguma mansão com ninjas, uma fábrica e uma discoteca, como cenários bem bizarros, como é de se esperar para um plot tão simples.

Mesmo sendo um suposto jogo "Family Friendly" (assim como o Youtube finge ser, para desmonetizar ao máximo os criadores de conteúdo), o último chefe é uma Dominatrix que gosta de voar e usar seu chicote em pleno vôo. Mas, a estranheza NSFW não para por aí, afinal, se você a vence, ainda temos o final do jogo, não é mesmo?


Ao vencer a Dominatrix, a professora consegue ficar livre, do que quer que a estivesse segurando, e quase te sufoca até a morte com os próprios seios (não estou brincando). Pode se dizer que é um jogo que mistura inocência com safadeza subliminar, e provavelmente muita coisa subjetiva que não pude notar durante a jogatina nas vezes que joguei.

Abaixo, uma live em que testei a gameplay do jogo, e tive muitas dificuldades para passar algumas partes. Mas, após jogar algumas vezes, peguei o jeito, e talvez eu faça uma live completando o jogo.

Coca-Cola Kid é, sem sombra de dúvidas, o tipo de "Advergame" que eu esperaria dos anos 90, sem tirar nem pôr. Fases levemente difíceis, golpes simples de executar, e muita diversão.

Nota: 8,5

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Você conhece o primeiro jogo da série Dragon Ball?

Dragon Ball: Dragon Daihikyou ( ドラゴンボール ドラゴン大秘境 )

Tradução: Dragon Ball - A grande área inexplorada do dragão.

Primeiro jogo de Dragon Ball já produzido. Ele foi criado em 27/09/1986 pela Epoch, para o SCV*, jogo ao estilo Shoot-´Em-UP Vertical, esse estilo de jogo é conhecido aqui no Brasil, como “Jogo de Navinha” . Esse jogo foi o único da franquia que não teve envolvimento com a Bandai e nem a subsequente Namco Bandai.



No jogo, você controla Goku, protagonista da série Dragon Ball, aonde ele, em cima da sua kinto´un (Nuvem Dourada) enfrentam diversos tipos de inimigos e adquiri alguns itens que ajudarão a ter mais poder em sua missão de encontrar as esferas do dragão. Para poder realizar a sua missão, ele precisará da ajuda do seu bastão mágico e seu kamehameha.



O jogo possui 4 fases, aonde no meio da batalha, você poderá encontrará as esferas do dragão, serão 7 ao todo, como no anime/mangá. Um ponto interessante do jogo, que às vezes você encontra o Mutenroshi (Mestre Kame em Português), e caso você consiga derrotá-lo, você irá adquirir mais poderes que irão te ajudar muito. Quando você conseguir reunir as 7 esferas, Shen-long aparece e você vai se divertir com o final desse game. E o jogo inicia novamente.


Esse jogo é bem simples, mas muito divertido, mesmo porquê para a época, não se tinha uma grande tecnologia para desenvolver um jogo, como se tem hoje.






Obs: Super Cassete Vision, videogame criado pela própria Epoch, lançado no Japão em 1981 e nos EUA em 1984. Irei fazer uma matéria somente sobre esse console futuramente.



Caso você tenha curiosidade de saber como é o jogo:

terça-feira, 26 de maio de 2020

[RETRÔ REVIEW] STREETS OF RAGE (MEGA DRIVE)

SOBRE O JOGO




LANÇAMENTO:

STREETS OF RAGE (ruas de fúria), também conhecido no Japão como BARE KNUCKLE é um game ao estilo Beat em Up lançado originalmente para o Sega GENESIS (nome americano do console japonês MEGA DRIVE como ficou conhecido também aqui no Brasil) em 31 de Dezembro de 1990 nos Estados Unidos e em 2 Agosto de 1991 no Japão.


PORTES:

Ao longo dos anos, com a SEGA até então fora do mercado de consoles após o encerramento de produção do console de sexta geração Dreamcast, Streets of Rage veio ganhando portabilidade para diversos outros consoles como o portátil Nintendo 3DS, em 19 de Dezembro de 2013 e sem contar as coletâneas de clássicos do console da Sega intitulado de Sega Genesis Collection para o Playstation 2 e o PSP no ano de 2006 e o Sonic Ultimate  Genesis Collection para a sétima geração Xbox 360 e Playstation 3, além do Sega Genesis Classics em 2010 para o Playstation 4, Xbox One e outros consoles de oitava geração e um pequeno Demake para Master System.




HISTÓRIA



A história do game se passa em uma cidade fictícia cujo nome não nos é revelado, cidade essa que hoje é comandada por um organização criminosa conhecida como O SINDICATO liderados pelo chefe do crime organizado, Mr. X.
O sindicato detém de poder sobre a prefeitura e consequentemente a polícia que se vê impedida de agir em meio ao âmbito de violência e criminalidade que transborda pelas ruas, até que um dia, um corajoso policial cansado de ver tamanha omissão por parte dos colegas e dos governantes, decide que ele mesmo irá colocar um fim no controle do sindicato, ao lado de seus dois melhores amigos na corporação, o trio parte em sua missão de se infiltrar no submundo da cidade dispostos a arriscar tudo, até mesmo suas vidas na esperança de ver a paz reinar novamente nessas RUAS DE FÚRIA.

PERSONAGENS:


Ao contrário dos jogos estilo Beat em Up da época que costumavam trazer dois personagens com aspectos e atributos semelhantes, Streets of Rage utilizava-se de um sistema diferenciado, como o visto no jogo FINAL FIGHT, um Beat em UP da CAPCOM lançado em 1989 originalmente para os ARCADES e que inovava com a ideia de três personagens com atributos distintos aos quais os jogadores teriam uma melhor opção e variedade de Gameplay, algo também visto no Hack and Slash Golden Axe, também do mesmo ano.


ADAM HUNTER:

 


Um policial afro americano de 23 anos e ex-pugilista profissional, no primeiro jogo não temos muito sobre sua vida particular a não ser que ele tem como hobby o BONSAI .
É o personagem mais velho do trio e dotado de maior força física entre eles, tem um bom salto e chutes igualmente poderosos, todavia é o personagem com a menor agilidade na hora de se movimentar.


AXEL STONE:


Um ex policial loiro e de olhos claros de 22 anos, praticante de artes marciais e amante de VIDEO GAMES, seria entre aspas, o protagonista do jogo (e de toda a franquia, tendo em vista que ao longo da saga ele é o único, junto de Blaze a aparecer em todos os games).
Axel é o personagem mediano do game, tem boa agilidade e força física, porém seus saltos não são dos melhores, sendo uma péssima escolha quando o assunto é desferir um bom chute na boca, já que ao contrário dos outros ele desfere uma joelhada que tem menor alcance.


BLAZE FIELDING:

 

Ex-policial e professora de lambada nas horas vagas, é a personagem feminina do game, tem longos cabelos escuros e traja um vestido curto vermelho (qualquer semelhança com uma prostituta não é mera coincidência, mas calma, leia até o final e você irá entender).
Blaze é a personagem com menor força física dos três, em compensação é muito rápida e tem longos saltos além de poderosos chutes.

MR. X:


Líder do sindicato e principal antagonista do primeiro game, é um homem grande e rápido trajando roupas sociais e que adora charutos.


GAMEPLAY:




O jogo funciona como qualquer outro Beat em Up, sendo possível o movimento em oito direções (frente e trás, cima e baixo e nas diagonais) também saltar, bater com as mãos, agarrar o inimigo para bater ou jogá-lo para trás ou para frente, usar armas brancas como facas, garrafas de vidro, bastões de alumínio e pedaços de cano e usar um ataque especial por fase que consiste em um policial aparecer carregando uma arma e lançar um tiro para o alto que dá dano em área e elimina todos os inimigos ao redor, tiro esse que tem duas variações dependendo do PLAYER que o acionar, sendo o P1 um míssil que cria um circulo de fogo  na área e o P2 uma metralhadora que causa uma chuva de meteoros.

 

Tudo isso jogando em SINGLE PLAYER, jogando em multiplayer ainda há possibilidade de uma voadora combinada quando um jogador agarra o outro e o arremessa para frente tomando mais impulso para o chute.


O jogo consiste em 8 fases variadas que consistem nas ruas da cidade, um subúrbio, a praia, uma ponte, uma embarcação, uma fábrica, um elevador e finalmente o quartel general do Sindicato sendo esse último um BOSS RUSH e o único estágio onde não é possível ter o auxílio do ataque especial, enfrentando pelo caminho os punks que compõem a organização.

O jogo também possui dois finais, quando jogado em MULTIPLAYER, sendo eles o BAD END onde um dos jogadores escolhe se reunir ao Mr. X e ambos são obrigados a lutar até a morte para a diversão do sádico BOSS FINAL, que logo em seguida tem seu trono retirado (caso o jogador que escolheu ser aliado vença) e você se torna o novo chefe do sindicato, e o TRUE END (Ou GOOD END) onde ambos recusam a proposta do criminoso e a batalha pelo fim do controle do Sindicato se inicia.




CONCLUSÃO:



STREETS OF RAGE 1 é uma verdadeira pérola banhada em nostalgia na vasta biblioteca do MEGA DRIVE e que tem 100% do seu aproveitamento principalmente em uma jogatina multiplayer o qual aumenta consideravelmente a sua dificuldade, tendo em vista que no modo de 2 jogadores os PLAYERS enfrentarão dois chefes ao final de cada fase. (Momento esse que em uma jogada Single Player só ocorre no final das Fases 5 e 6).

Entretanto, é claro que nem tudo são flores ao tratar do game, tendo em vista alguns problemas não apenas em algumas conversões como no jogo em um todo principalmente quando jogado em Single Player, como o desbalanceamento de alguns BOSSES como a dupla de gêmeas ao fim da Fase 5 e que retornam no último Estágio para o combate que antecede o encontro com MR. X, vale lembrar que nesse segundo não é possível o auxilio do ataque especial, ao contrário da Fase 5 que lhe entrega um chamado a mais.

Outro problema vem da portabilidade para o Nintendo 3DS, tendo em vista que tanto o D-Pad quanto o analógico do console não oferecem tanto conforto em uma jogatina a longo prazo do game que tem duração de pouco mais de 1 hora, dependendo da habilidade do jogador.

Vale destacar também a falta de inovação para as últimas fases no que diz respeito aos confrontos finais, tendo em vista que o BOSS do segundo estágio se repete em dose dupla na fase 6, e que em compensação a fase do elevador que antecede a batalha no prédio do sindicato é a única que não apresenta um confronto contra CHEFE, tendo em contra partida um número consideravelmente maior de inimigos em um espaço com queda que pode levá-lo a morte instantaneamente.


É um jogo divertido e com uma variedade diversificada de estágios e personagens para inimigos enfrentar, tendo em vista que cada um deles ataca com um padrão diferente, destaque para os punks de jaqueta colorida que além de aplicar uma rasteira podem agarrá-lo e jogá-lo para o outro lado (algo a se tomar cuidado nas Fases 4 e 7), tudo isso acompanhado da eletrizante trilha sonora composta por Yuzo Koshiro que dá um show a parte no game.

YUZO KOSHIRO - Compositor