segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Review (Impressões) | Second Stone: The Legend of the Hidden World mostra potencial para se tornar um grande RPG de fantasia


Misturando exploração em mundo semiaberto, combates em tempo real e um sistema de evolução altamente personalizável, Second Stone: The Legend of the Hidden World surge como uma das promessas para os fãs de RPGs de ação. Ainda em desenvolvimento, o título já demonstra ambição ao combinar elementos que remetem a clássicos modernos, como The Legend of Zelda: Breath of the Wild e a franquia Final Fantasy, sem abrir mão de construir sua própria identidade.

Um mundo bonito e convidativo

Logo nos primeiros minutos, o jogo me impressionou pela direção de arte. Os cenários são amplos e incentivam a exploração, enquanto o design dos personagens e a trilha sonora ajudam a criar uma atmosfera de fantasia envolvente desde a introdução.

A versão atual ainda apresenta alguns problemas de otimização — especialmente em computadores mais modestos —, mas o potencial visual do projeto já é bastante evidente.

Uma história cercada por mistérios

A narrativa também chama a atenção. O universo de Second Stone gira em torno de um antigo mito envolvendo duas pedras lendárias, ligadas ao amanhecer e ao anoitecer, artefatos que desapareceram há séculos.

O protagonista inicia sua jornada em busca de seu espírito guardião, embarcando em uma aventura repleta de mistérios, criaturas mágicas e segredos espalhados pelo mundo. Vale destacar também a animação utilizada para apresentar esse universo, que é muito bem produzida e ajuda a contextualizar a história de forma bastante envolvente.

Personalização é um dos grandes destaques

Um dos pontos mais interessantes do jogo é seu sistema de progressão.

Durante a exploração, o jogador encontra as chamadas Mana Stones, gemas elementais que podem ser encaixadas em armas, armaduras e equipamentos especiais. Cada pedra concede atributos diferentes e desbloqueia novas habilidades mágicas, permitindo criar combinações bastante variadas e adaptar o personagem ao estilo de jogo de cada jogador.

Além disso, é possível fundir as pedras para fortalecê-las, ampliando ainda mais as possibilidades de personalização.

Explorar vale a pena

A exploração recompensa constantemente a curiosidade.

Barris, caixas e cristais escondem moedas, itens, relíquias e materiais de melhoria, enquanto o mapa reserva áreas secretas, pontos de viagem rápida e diversos inimigos. Isso faz com que explorar cada canto do cenário seja realmente recompensador, especialmente para quem gosta de vasculhar cada centímetro do mapa.

O jogo também conta com um minigame de cartas chamado Mana Clash, oferecendo uma atividade paralela interessante para quem gosta de estratégia e colecionáveis.

Combates dinâmicos e desafiadores

O combate acontece em tempo real, utilizando ataques físicos, esquivas, bloqueios e magias elementais.

À medida que novos equipamentos são obtidos, o personagem passa a ter acesso a diferentes combinações de atributos, incentivando o jogador a testar novas builds e estratégias.

O primeiro chefe encontrado já deixa claro que o desafio será significativo, exigindo domínio das mecânicas, boa movimentação e preparação antes da batalha.

Primeiras impressões

Mesmo em seu estágio atual de desenvolvimento, Second Stone: The Legend of the Hidden World demonstra possuir uma base bastante sólida.

A combinação entre exploração, progressão profunda, combates dinâmicos e uma ambientação envolvente faz do projeto uma opção promissora para quem procura um RPG de fantasia inspirado em grandes clássicos do gênero, mas disposto a construir sua própria identidade.

Se os desenvolvedores conseguirem refinar a otimização e manter a qualidade apresentada nesta versão, Second Stone tem potencial para se tornar uma excelente surpresa entre os RPGs independentes dos próximos anos e conquistar seu espaço entre os fãs do gênero.

E você, pretende dar uma chance ao jogo quando ele for lançado oficialmente?

Abaixo, você confere a primeira live que fiz mostrando a build inicial do jogo.