Ok... vamos saltar para as décadas de 60, 70 e 80, quando pequenos grupos de estudantes e pesquisadores criavam jogos como hobby ou forma de experimentação em Assembly. Foi a partir daí que surgiram o famoso Pong e os arcades (fliperamas). Viajando mais além, chegamos à época dos primeiros consoles, como o Odyssey, MSX e Atari 2600, sendo este último responsável pelo famoso "Crash de 83".
O filme interativo de Black Mirror ilustra parte de como era complexo, antigamente, desenvolver para consoles antigos na década de 80. |
Embora a linguagem C tenha surgido como uma forma mais "moderna" do Assembly na década de 70, ela só passou a ser utilizada de fato na era dos 16 bits, quando ocorreu a lendária "Console War" entre SEGA e Nintendo. Cada um tem sua visão sobre quem teria "ganho a guerra", mas, mesmo assim, os consoles de 16 bits ainda apresentavam certas limitações. Até mesmo o PlayStation 1, que chegou na metade dos anos 90 e revolucionou a indústria dos games, possui limitações técnicas.
Agora, voltando aos tempos atuais, eventualmente foram surgindo ferramentas que facilitaram o desenvolvimento de jogos para Mega Drive, NES, o primeiro Game Boy e outras plataformas clássicas.
| Parece Arcade, mas é Mega Drive |
| Nekketsu Schol Fighters feito pelo Usagiru |
Além do SGDK, também existem o NES Maker para o Nintendinho 8 bits, o GB Studio para o primeiro Game Boy, entre outros.
Quer dizer que agora consigo fazer facilmente um jogo para um console antigo?
R: Sim e não. Embora essas ferramentas facilitem bastante o desenvolvimento, ainda existem algumas ressalvas. Elas ajudam a criar algo funcional, mas não necessariamente a dominar completamente o hardware. Quem deseja extrair o máximo desempenho de um NES, por exemplo, ainda precisa entender o processador 6502, a PPU, os ciclos de processamento, os bancos de memória e os mappers.
Minhas conclusões
A história do desenvolvimento de jogos está sempre evoluindo, mas entender suas origens também é importante para aprimorar ferramentas, criar novos projetos e manter vivo o legado dos consoles antigos, seja para MSX, Odyssey, Mega Drive ou qualquer outra plataforma clássica.
Hoje em dia, com a evolução da internet, é possível ver pequenos grupos independentes e até pequenas empresas desenvolvendo projetos ambiciosos para consoles antigos. Muitos deles, inclusive, podem ser encontrados na Retrocon deste ano.
Revisão ortográfica por IA
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